Hospitais recebem primeiros medicamentos derivados do plasma português

Pela primeira vez, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) vai fornecer aos hospitais, já no início deste ano, medicamentos derivados do plasma, a partir de plasma resultante das dádivas benévolas de sangue colhidas em Portugal.

Conclui-se assim, na prática, a 1.ª fase do Plano Estratégico Nacional de Fracionamento do Plasma, com a utilização de 30 mil litros de plasma, colhidos na rede do IPST.

É o epílogo de um longo caminho que durante anos se trilhou e que, finalmente, foi possível concluir, depois do lançamento de um concurso de diálogo concorrencial, inédito no nosso país.

Este aproveitamento para a produção dos medicamentos derivados do plasma de maior consumo nacional: albumina humana, imunoglobulina humana e fator VIII, não só é da maior importância quanto à poupança que representa – cerca de 2 milhões de euros só com este primeiro lote – como significa cumprir o dever de não desperdiçar plasma das dádivas benévolas dos portugueses e assim estar menos dependente do mercado externo.

Como referiu, ao Público, o Presidente do Conselho Diretivo do IPST, Dr João Paulo Almeida e Sousa: “Não foi fácil chegar até aqui, mas foi compensador o esforço de todos dentro do IPST, porque assim se renovou também a confiança dos nossos parceiros e a credibilidade junto dos portugueses. Se a satisfação é nossa, o maior mérito é de quem, no IPST, com a colaboração das entidades participantes no processo concursal, designadamente os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entre outros, preparou e desenhou esta oportunidade para a utilização plena do nosso plasma.

Dando sequência a este processo, o IPST, em sinergia com os hospitais, já deu início à 2.ª fase do Programa Estratégico. Em 2019 prevê-se que seja superior o volume de plasma do IPST e dos hospitais a ser enviado para fracionamento, mediante concurso público internacional, continuando-se, assim, a maximizar o aproveitamento do plasma nacional!”

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