Alerta Rápido em 2018

Em 2018 foram emanados vinte e seis alertas através do Sistema de Alerta Rápido do Sistema Português de Hemovigilância, vinte e quatro relacionados com situações epidemiológicas e dois com questões de qualidade e segurança relativas a dispositivos médicos.

A informação  divulgada teve como fonte o Sistema RONDA da Direção Geral da Saúde e o Rapid Alert on Blood da Comissão Europeia.

Dos alertas emanados por situações epidemiológicas, treze (50% do total) referiram-se a surtos de Febre do Nilo Ocidental na Europa e países vizinhos e seis (23% do total) a surtos de Dengue.

Os restantes seis alertas foram emanados por surtos de Malária na Grécia, Febre Amarela no Brasil, Zika na Índia, Chikungunya na Tailândia, MERS-CoV no médio oriente e estirpes de Staphylococcus epidermidis multirresistentes.

73% dos Alertas foram emanados entre 14 de junho e 17 de outubro, correspondendo ao período de vigilância específica para doenças transmitidas por picada de vetores no hemisfério norte.

O número total de infeções autóctones por vírus do Nilo Ocidental na Europa em 2018 (2083) excedeu o número total dos sete anos anteriores (1832). Em comparação com a temporada de transmissão anterior, 2017, houve um aumento de 7,2 vezes. O maior aumento foi observado na Bulgária (15 vezes), seguido pela França (13,5 vezes) e pela Itália (10,9). No entanto, o índice de casos fatais, entre os casos sintomáticos, não ultrapassou o dos dois anos anteriores (9% em 2018 comparado com 11% em 2017 e 9% em 2016).

A partir de janeiro de 2019 mantêm-se em vigor apenas nove dos alertas emanados em 2018 (Febre Amarela no Brasil; Dengue na Ilha de Reunião, na Polinésia Francesa e em Macau; MERS-CoV no médio oriente; Malária na Grécia; estirpes de Staphylococcus epidermidis multirresistentes; Zika na Índia e Chikungunya na Tailândia).

Os alertas relacionados com a Febre do Vírus do Nilo Ocidental e Dengue na Europa são suspensos na ausência de notificação de casos de infeção autóctone nas regiões previamente afetadas nas últimas quatro semanas, e por término do período de vigilância específica, final de Novembro.

Durante 2018 foram igualmente emanadas cinco informações epidemiológicas referentes a surtos de Sarampo e Hepatite A em Portugal, identificação do mosquito Aedes albopictus na região do Algarve, identificação do vírus do Nilo Ocidental em equídeo na região do Alentejo e a Malária nosocomial de transmissão não vetorial na Europa.

Toda a informação referente a Alertas encontra-se disponível no site do Sistema Português de Hemovigilância

No aplicativo do IPST – Risco Geográfico – encontram-se  disponíveis as áreas nas quais os indivíduos são expostos ao risco de adquirir Babesiose, Chikungunya, Dengue, Doença de Chagas, Encefalite Japonesa, Febre Amarela, HTLV, Leishmaniose, Malária, Vírus do Nilo Ocidental e Zika. Outra informação relativa a surtos de doenças infecciosas pode ser consultada nos sites do ECDC, WHO e CDC, entre outras organizações.

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