O Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P. (IPST, I.P.) reforça o seu compromisso com a cooperação internacional em saúde através da assinatura, em 12 de janeiro de 2026, de um Protocolo de Cooperação com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e o Ministério da Saúde de Cabo Verde, destinado à operacionalização do Programa de Transplantação Renal com Dador Vivo naquele país.
O protocolo estabelece o quadro de colaboração para a operacionalização deste Programa, com o IPST, I.P. a desempenhar um papel central no suporte técnico e científico.
Esta iniciativa insere-se no âmbito das relações de cooperação bilateral entre Portugal e Cabo Verde na área da saúde, enquadrando-se no Acordo de Parceria celebrado em dezembro de 2024 entre o Camões, I.P. e o Ministério da Saúde cabo-verdiano, bem como no Memorando de Entendimento para a implementação de um Programa de Saúde, assinado por ocasião da VII Cimeira Bilateral Portugal – Cabo Verde, em janeiro de 2025.
No âmbito deste protocolo, o IPST, I.P. assumiu como compromissos:
- Realização de análises de histocompatibilidade, essenciais para assegurar a compatibilidade entre recetores e dadores vivos;
- Acompanhamento técnico e laboratorial no pós-transplante, necessário para garantir o seguimento dos recetores após o transplante;
- Partilha de boas práticas e procedimentos operacionais, incluindo colheita, embalagem, rotulagem e transporte de amostras de sangue;
- Apoiar o desenvolvimento de ações de sensibilização, em Cabo Verde, no domínio dos princípios éticos, jurídicos e sociais aplicáveis à doação em vida e à transplantação.
Através desta cooperação, o IPST, I.P. contribui ativamente para a capacitação dos profissionais de saúde cabo-verdianos e para o desenvolvimento de um sistema nacional de transplantação sustentável, e assente em elevados padrões de segurança, qualidade e ética que caracterizam o modelo português.
A implementação do programa permitirá que Cabo Verde passe a realizar transplantes renais no seu próprio território, reduzindo significativamente a necessidade de evacuações médicas para Portugal com benefícios para ambos os países e, sobretudo, para os doentes.
Ao participar neste projeto, o IPST, I.P. afirma-se como uma instituição comprometida com o direito universal à saúde, reconhecendo a saúde como um direito fundamental e um bem público global, cuja concretização exige cooperação, solidariedade e responsabilidade partilhada entre países.